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Como a alimentação orgânica e os remédios feitos a partir de orgânicos ajudam as pessoas, os animais e até mesmo a vitalidade do solo e da água

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da redação

Ervas, chás, receitas caseiras com produtos do dia a dia e mesmo a vitamina C natural na forma de sucos ou frutas in natura são comuns no Brasil. Mas como os alimentos orgânicos atuam como verdadeiros remédios, especialmente na prevenção de doenças e na melhoria do nosso metabolismo e defesas corporais e mesmo de animais?

Pesquisa da Unicamp aponta que: “como os alimentos orgânicos são produzidos com métodos que não utilizam agrotóxicos sintéticos, transgênicos ou fertilizantes químicos, as técnicas usadas no processo de produção, ao respeitar o meio ambiente e manter a qualidade do alimento, contribuem para a saúde dos seus consumidores”.

Mesmo fora do Brasil, as pesquisas se multiplicam na comprovação da atuação dos alimentos orgânicos em nosso organismo. Estudo da Universidade de Newcastle, Inglaterra, registrou maiores níveis de antioxidantes – elemento importante para evitar a oxidação ou envelhecimento das células –, algo como 17% a mais, em frutas, legumes e grãos orgânicos na comparação com aqueles cultivados tradicionalmente. “Isso demonstra que a forma de cultivo impacta no que consumimos”, apontou Carlo Leifert, professor de agricultura e coordenador da pesquisa.

Remédio de hospital?

A ideia de que o alimento orgânico é um remédio pode remontar a Grécia Antiga, afinal Hipócrates, pai da Medicina, teria dito: “que seu remédio, seja seu alimento”. Seguindo essa máxima, um médico do Texas (Estados Unidos), Garth Davis, distribui semanalmente uma caixa com alimentos orgânicos aos seus pacientes como forma de prevenção.

Na tal caixa, comercializada por US$ 25, o paciente-consumidor leva maças, peras, bananas, laranjas, uma fruta vermelha da época, tomate, alface, cenoura, aipo e espinafre. O resultado registrado é um maior controle de doenças crônicas como diabetes, diminuição do colesterol e melhoria da saúde como um todo dos pacientes.

Se isso não bastasse, o simples fato de que com os orgânicos eliminamos a ingestão de aditivos químicos, seja em forma de fertilizantes ou mesmo defensivos agrícolas, garante um alimento mais saudável e nutritivo para a manutenção do nosso corpo, com vitaminas, fibras e sais minerais intactos.

Afinal e por outro lado, o agrotóxico no alimento se acumula no organismo e pode levar a doenças crônicas ou mesmo a “problemas neurológicos, endócrinos, imunológicos e mesmo a infertilidade e câncer”, completa Heloisa Pacheco, coordenadora do ambulatório de toxicologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

No reino animal

Até mesmo os animais podem se beneficiar. “Na produção orgânica de animais, eles são alimentados somente com produtos orgânicos e mantidos em locais mais espaçosos e menos estressantes, reduzindo ou eliminando o uso de hormônios artificiais ou antibióticos sintéticos”, aponta a pesquisa da Unicamp sobre o consumo de orgânicos. E, mesmo indiretamente, os animais no entorno também saem ganhando. Com a melhor conservação do solo e a ausência de agrotóxicos, pássaros, insetos e mesmo outros animais da região são preservados.

A criação de bois no Pantanal, em Mato Grosso do Sul, é um exemplo prático. Atualmente, um grupo de nove fazendas cria o gado orgânico com o apoio da Embrapa divisão Pantanal. Tudo extremamente controlado e fiscalizado, inclusive com a identidade e rastreamento do animal do gado até os mercados.

O boi do projeto come apenas capim, não toma qualquer remédio, e os animais são criados soltos em um ambiente preservado. As fazendas do projeto certificadas possuem nascentes de rios protegidas e matas totalmente intactas.

Embora a carne bovina orgânica represente menos de 1% da produção brasileira, os números são crescentes e ficam no mercado local, o lucro do produtor chega a ser 10 a 20% maior que com o gado convencional. Um pouco mais comum, embora os números não sejam comprováveis, a criação de frango orgânico é uma realidade, especialmente em Santa Catarina, estado de maior produção aviária do país. E aqui também os remédios utilizados no tratamento das aves é caseiro e orgânico.

Saudáveis e sem aceleração artificial do crescimento, os frangos demoram um pouco mais para atingir o peso do abate, algo como 60 dias – o dobro do convencional. Mesmo assim, em algumas localidades, a produção cresce na ordem dos 200%, como em Santa Rosa de Lima. E o gosto, dizem, é muito mais saboroso.

No trato de doenças ou na prevenção contra insetos e verminoses o frango consome alho, cebolinha e outras ervas, tudo orgânico, claro. E o consumo de um antibiótico natural como o própolis pelas aves serviu também para aumentar o investimento em apiários.

Seja frango, boi ou homem, parece que a máxima de Hipócrates da comida como remédio faz efeito. Faça um teste mude sua alimentação e invista nos orgânicos.

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