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Livro “Orgânicos: Marcos, Desafios e Comunicação” destaca batalhas cotidianas ao mostrar o desenvolvimento do setor de produtos orgânicos e sustentáveis. O livro retrata a história e as perspectivas da produção limpa de alimentos no Brasil sob uma ótica inédita

Livro da jornalista Luciana Juhas mostra o desenvolvimento do setor de produtos orgânicos e sustentáveis, que cresce na casa de dois dígitos há mais de uma década, a partir da experiência da própria autora e de sua agência, a Galeria de Comunicações, especializada nesse mercado desde 2002

“A guerra contra a destruição do meio ambiente e, em consequência, de toda a vida no planeta é feita de muitas guerras menores, com milhares de batalhas diárias para se conquistar vitórias a conta-gotas, porém todas muito expressivas para a construção de um mundo equilibrado e saudável para todos os seres”, diz a jornalista Luciana Juhas*, explicando a essência do livro “Orgânicos: Marcos, Desafios e Comunicação”, da LCTE Editora, publicação de sua autoria. O livro, afirma Luciana, foca uma dessas guerras e suas batalhas cotidianas ao mostrar o desenvolvimento do setor de produtos orgânicos e sustentáveis no país.

Especialista em comunicação corporativa, Luciana Juhas acompanhou passo a passo todo o movimento desse mercado a partir de 2002, quando criou sua própria agência, a Galeria de Comunicações**, desde então porta-voz de importantes atores do setor de orgânicos e sustentáveis, que está entre as suas principais áreas de atuação.

“‘Orgânicos: Marcos, Desafios e Comunicação”, da LCTE Editora, revela o desenrolar e os bastidores de fatos históricos desse mercado, especialmente o processo de regulamentação da área no Brasil; os pioneiros do setor e seus grandes protagonistas, que ousaram ultrapassar barreiras gigantes em busca de um sonho, de um ideal, de um sistema de desenvolvimento econômico sustentável, de negócio justo; e os benefícios da produção orgânica e natural para o meio ambiente, animais e seres humanos”, diz Luciana.

 

A Comunicação como pano de fundo

O mais inusitado é que todas essas revelações são feitas a partir dos trabalhos realizados pela Galeria de Comunicações, dona de um rico acervo sobre os caminhos trilhados pelo setor de orgânicos e sustentáveis na última década e meia. O pano de fundo da publicação é a comunicação: como ela foi, e ainda é, fundamental no processo de conscientização e de transformação da sociedade ao disseminar e enraizar os conceitos da produção limpa, livre de agrotóxicos e de outros venenos que contaminam o meio ambiente e os alimentos, afetando a saúde dos consumidores e a própria existência do planeta.

“A Galeria foi criada sob o conceito da sustentabilidade em seus amplos aspectos e sempre teve como foco maior prestar serviços para organizações que comungassem desses mesmos ideais. Assim, acompanhamos e colaboramos na construção da história do setor e nada mais natural que toda essa experiência e o nosso acervo, que foi atualizado com pesquisas e entrevistas com personalidades relevantes do mercado, se tornassem um livro, que é a continuidade do nosso trabalho de ampliar o acesso a esse mercado. O crescimento desse setor representa preservação do meio ambiente, alimentação saudável na mesa das pessoas e animais criados dentro das melhores regras de bem-estar”, observa a autora.

Para o renomado ambientalista Fábio Feldmann, a publicação traz “informações imprescindíveis, depoimentos importantes, além da própria trajetória da autora”, o que tornam “a experiência (da leitura) saborosa e instigante”, como ele afirma no prefácio do livro de Luciana Juhas. Na contracapa, Dal Marcondes, do Instituto Envolverde, ressalta: “Ao navegar pela história da cultura orgânica no Brasil, a autora nos revela personagens e organizações que levaram a produção limpa às suas primeiras conquistas. E estabeleceram os padrões de excelência para a construção de um novo e promissor mercado de alimentos. É uma leitura fundamental para agricultores, comunicadores e ambientalistas!.”

 

Linha do tempo

No livro, momentos importantes para o setor, como todo o processo de regulamentação, relatados em um depoimento exclusivo para a publicação do ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Roberto Rodrigues, à frente da pasta à época; bem como por entrevistas com José Pedro Santiago, primeiro presidente da Câmara Setorial de Agricultura Orgânica criada no âmbito da Secretaria Executiva do Ministério e um dos fundadores da AAO, e Rogério Dias, funcionário de carreira do Mapa na época e atualmente seu coordenador de Agroecologia.

Regulamentação que veio tardia em relação a muitos países europeus e aos Estados Unidos, como aponta a publicação, mas imprescindível para o crescimento do setor no Brasil, que avança sempre na casa de dois dígitos no país, devendo encerrar este ano com cifra próxima de R$ 2,5 bilhões, nas contas de Ming Liu, que aborda ainda no livro a importância desse processo no atual posicionamento do país no mercado internacional de orgânicos. Foi esse movimento de organização que atraiu novos e grandes investidores e o Brasil começou a ter um leque mais robusto de produtos orgânicos e sustentáveis processados e industrializados. O livro mostra que durante esse processo o mercado se transformava, saindo do âmbito apenas dos produtos in natura, comercializados nas feirinhas e pequenas lojas dedicadas a produtos naturais e alguns poucos pioneiros industrializados, para ganhar as prateleiras de importantes redes varejistas, um portfólio que hoje não para de crescer.

Eventos anuais, como a BioFach e mais recentemente o Green Rio, todos com grande destaque na publicação de Luciana Juhas, marcam bem essa linha do tempo do desenvolvimento do setor, ressalta Rogério Dias. Assim como outros trabalhos de comunicação apresentados pela jornalista em seu livro ilustram bem como a comunicação é fundamental em todos os processos, mas especialmente na consolidação de novos e sustentáveis mercados e nessa guerra contra a degradação do meio ambiente e do uso excessivo de veneno nas lavouras.

 

Um mercado em construção e seus desafios

Mas o livro não é apenas um registro da história e das barreiras vencidas para a consolidação desse mercado. Ele faz um exercício das perspectivas do setor e dos desafios que ainda enfrentará. Um deles é a questão do preço maior dos orgânicos quando comparado ao da agricultura convencional. Um problema que é consequência de outros desafios que precisam ser vencidos, como explica Dias. “A falta de pesquisa, tecnologia e assistência técnica; proble­mas de logística diante das longas distâncias entre produtores e consumidores; e a baixa disponibilidade de insumos e produtos à base de cultura biológica, a exemplo de biofertilizantes e sementes, são gargalos que dificultam a produção de orgânicos, onerando os preços.”

Dias, como ressalta o livro, coloca nessa conta ainda processos de cer­tificação e a mão de obra, que precisa ser maior para esse tipo de agricultura. “São muitos os fatores que influenciam no preço e a sociedade tem que compreender que não dá (para ter preço menor) nesse momento em que ainda se está estruturando esse segmento, o que exige investimento maior. E o investimento na transformação (da agricultura convencional para a orgânica ou na implantação e manutenção) não pode ser somente dos agricultores. O consumidor tem que entender que o ganho maior do produtor (ao vender com preço acima do produto convencional) está sendo investido para desenvolver o setor.”

 

Debate

Na ocasião do lançamento, que aconteceu no dia 28 de novembro passado, na Livraria da Vila, houve um debate sobre as perspectivas do mercado de produtos orgânicos e sustentáveis com personalidades que ajudaram a construir esse setor no Brasil e foram fontes importantes na construção do livro. Participaram do debate o engenheiro agrônomo José Pedro Santiago, que conduziu todas as discussões e trabalhos para a elaboração das principais leis e regulamentações da produção orgânica do país; Ming Liu, coordenador executivo do Projeto Organics Brasil, o programa de promoção internacional de produtos orgânicos e sustentáveis fomentado pela Apex-Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos; Maria Beatriz Martins Costa, que trouxe a mais importante feira mundial desse ramo para o país, a BioFach, e atualmente promove o Green Rio; Alexandre Harkaly, um dos fundadores e diretor-executivo da maior certificadora de orgânicos do Brasil, o IBD Certificações; e Hélio da Silva, executivo da Native, primeira empresa brasileira a produzir açúcar orgânico e hoje maior produtora mundial de álcool e açúcar orgânicos. A cobertura do evento está disponível, na íntegra, no canal da Galeria de Comunicações, no YouTube.

“Orgânicos: Marcos, Desafios e Comunicação” da LCTE Editora, está disponível nas lojas físicas e virtuais da Saraiva, Livraria Cultura e Livraria da Vila.

*Luciana JuhasÉ jornalista com 21 anos de experiência, passou pela comunicação de empresas como a Johnson &Johnson e Grupo Pão de Açúcar, atuou em alguns veículos de comunicação e  agências de assessoria de imprensa até fundar a Galeria de Comunicações. Possui vasta atuação com resultados relevantes em diversos setores de atendimento como construção civil e infraestrutura, meio ambiente, agronegócio, mercado de luxo, jurídico, urbanismo, saúde e bem estar, educação, tecnologia e defesa de interesses de instituições junto aos veículos de comunicação. A Galeria de Comunicações oferece um trabalho em linha boutique e muito próxima a cada cliente selecionado, Apenas para o setor do agronegócio orgânico realizou trabalhos para o Planeta Orgânico, GaMa Alimentos, BioFach AL, IBD Certificações, BCS Brasil, Korin Agropecuária, entre outros.

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