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A startup de moda PanoSocial investe no uso de algodão orgânico e em materiais recicláveis em peças produzidas por ex-detentos como forma de reinserção social

 

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da redação

Que tal colocar na mesma roupa uma tendência sustentável como o uso de algodão orgânico, apostar em corantes naturais e em plástico reciclado de garrafas PET para produzir suas peças e ainda fazer um trabalho social de reinserção na sociedade de pessoas saídas do sistema prisional? É possível e rende bons frutos como demonstra a jovem empresa PanoSocial.

Melhor, de acordo com os preceitos da empresa, o compromisso é reinvestir o lucro no negócio para aumentar o impacto social e ambiental positivo de modo crescente. Boa parte desse reinvestimento é canalizado em pesquisa para desenvolver produtos que respeitam o meio-ambiente e são sustentáveis, além de preservar a integridade social e, claro, trazer uma estética associada.

A empresa vende por meio do seu site e também atende outras marcas com a produção de camisetas, ecobags, aventais, uniformes e uma série de outros produtos, sempre com matérias-primas ecológicas e produção sustentável. Como filosofia, a ideia de que é possível aliar necessidades da indústria têxtil à produção de baixo impacto ambiental e sustentável, incentivando o cultivo de matéria prima orgânica, a reciclagem e o consumo consciente.

São utilizados materiais nos tecidos como o algodão 100% orgânico e/ou o plástico de garrafas PET 100% reciclado – sem a mescla de tecidos. Ou ainda com opções de composição têxtil de empresas que produzem tecido a partir do chamado “desfibramento têxtil” – processo que recicla resíduos da indústria.

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A diversidade em questão

As cores são obtidas a partir de corantes naturais com pigmentos, extratos e pastas naturais extraídos de plantas tintoriais utilizadas há séculos pelos povos e culturas antigas, obtidos a partir de recursos renováveis e biodegradáveis e livres de compostos químicos. Muitos desses corantes trazem ainda propriedades fitoterápicas. Um processo que evita a poluição de recursos hídricos e gera renda em comunidades menos favorecidas onde a matéria-prima é obtida e processada.

A troca com a sociedade atinge ainda a promoção da ressocialização de pessoas do sistema prisional (homens, mulheres e jovens) a partir da inserção destas na rede de produção. Com a oferta de capacitação, especialização, educação, desenvolvimento humano, apoio familiar e psicológico.

Um projeto que merece atenção e apoio pela sua diversidade e preocupações ambientais e sociais. Vamos conhecer mais e apoiar!

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